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Saiba como agir durante um assalto ao veículo quando há uma criança na cadeirinha, como reduzir movimentos inesperados e por que treinar o uso da cadeirinha antes de uma emergência pode fazer diferença.


Quando alguém anuncia um assalto e manda você sair do carro, a reação natural de qualquer pai ou mãe é pensar imediatamente na criança que está no banco de trás.

O problema é que, em uma situação de ameaça, o instinto pode fazer você agir rápido demais. Virar bruscamente para trás, colocar a mão entre os bancos ou tentar soltar a cadeirinha sem dizer nada pode ser interpretado de forma errada por quem está cometendo o crime.

Por isso, em uma situação desse tipo, a prioridade não é o carro, o celular ou qualquer outro objeto dentro dele.


A prioridade é retirar a criança com o menor nível possível de imprevisibilidade e confronto.


O maior perigo pode ser um movimento inesperado

Durante um assalto, existe uma enorme diferença entre saber o que você pretende fazer e saber o que o criminoso acredita que você pretende fazer.

Para você, virar para o banco traseiro significa apenas pegar seu filho. Para outra pessoa, especialmente em um cenário de tensão, um movimento repentino pode parecer uma tentativa de pegar algum objeto, reagir ou fugir.


É justamente por isso que uma regra simples pode ser útil: antes de se movimentar, comunique o que pretende fazer.


Isso não significa que exista uma frase capaz de controlar a reação de um criminoso. Não existe. O objetivo é apenas diminuir a quantidade de movimentos inesperados durante uma situação que já é altamente instável.


Uma frase curta como ?tem uma criança na cadeirinha atrás, eu só vou tirar meu filho? comunica duas informações importantes: existe uma criança no veículo e seu próximo movimento será em direção ao banco traseiro.


O que fazer se houver uma criança na cadeirinha

Em uma situação de assalto, nenhuma sequência garante segurança absoluta, porque o comportamento de quem está cometendo o crime é imprevisível.

Ainda assim, algumas atitudes podem ajudar a reduzir riscos:

  1. Mantenha as mãos visíveis e evite movimentos bruscos. Quanto menos ambíguos forem seus movimentos, melhor.
  2. Avise que existe uma criança no banco traseiro antes de se virar. Fale de forma curta e clara.
  3. Diga o que pretende fazer. Algo como: ?Vou apenas tirar meu filho da cadeirinha.?
  4. Retire a criança e se afaste do veículo. Não transforme o carro em motivo para prolongar a situação.
  5. Não confronte nem persiga. Depois que a criança estiver segura, mantenha distância e procure ajuda.


O ponto principal é simples: não disputar patrimônio enquanto uma criança está envolvida.

Carro, notebook, bolsa, carteira e celular podem ser substituídos.

Uma vida, não.


Não presuma que o criminoso viu a criança

Em muitos assaltos, tudo acontece muito rápido.

A pessoa que aborda o motorista pode estar focada apenas no veículo e no condutor. Ela pode não ter percebido imediatamente que existe uma criança no banco traseiro.

Por isso, comunicar essa informação pode ser importante antes de qualquer tentativa de alcançar a cadeirinha.

Mas é importante manter uma expectativa realista: avisar sobre a criança não garante determinada reação.


Não existe comportamento universal.

Por isso, a segurança nesse cenário não deve depender de ?convencer? quem está cometendo o crime, mas de reduzir movimentos inesperados e abandonar qualquer disputa pelo patrimônio.


A preparação mais importante acontece antes do assalto

Existe uma parte desse problema que você consegue controlar hoje: conhecer profundamente a cadeirinha que transporta seu filho.

Muitos pais sabem prender a criança normalmente, mas nunca tentaram soltar o sistema rapidamente. Em uma situação de estresse, tarefas que normalmente parecem simples podem se tornar mais difíceis.


É aí que entram segundos preciosos.

Treine em casa ou dentro da garagem, em segurança, como soltar o fecho, liberar o cinto, identificar a trava pelo toque e retirar a criança corretamente.

A ideia não é transformar isso em uma competição de velocidade e muito menos treinar movimentos perigosos.


O objetivo é chegar ao ponto em que você não precise descobrir como aquele mecanismo funciona justamente durante uma emergência.


Por que o estresse atrapalha movimentos simples

Sob forte estresse, nossa capacidade de realizar tarefas delicadas pode piorar.

As mãos podem tremer, a atenção pode ficar mais estreita e movimentos que fazemos normalmente podem parecer muito mais difíceis.


Imagine tentar localizar pela primeira vez o botão correto de uma cadeirinha enquanto uma criança chora e você está sob ameaça.


Esse não é o momento ideal para aprender.

Por isso, familiaridade é importante. Quanto melhor você conhece o equipamento, menor a quantidade de decisões que precisa tomar naquele momento.


Quem transporta seu filho também precisa saber

Não adianta apenas um dos pais conhecer o mecanismo da cadeirinha.

Se outras pessoas transportam a criança regularmente, elas também precisam saber utilizá-la. Isso inclui cônjuge, avós, irmãos, responsáveis e qualquer pessoa que costume dirigir com a criança.

Uma conversa simples pode evitar uma situação em que alguém saiba colocar a criança no banco, mas não consiga soltá-la rapidamente quando realmente precisar.

Segurança familiar funciona melhor quando o conhecimento não depende de uma única pessoa.


Crie um protocolo familiar antes de precisar dele

Famílias normalmente conversam sobre onde colocar a mochila, qual escola buscar a criança ou quem vai levá-la ao médico.


Mas raramente conversam sobre situações de emergência.

Vale combinar algumas prioridades antecipadamente.

Se acontecer um assalto, o patrimônio não será prioridade. Ninguém deve correr atrás do veículo. Ninguém deve tentar impedir fisicamente a fuga. E quem estiver transportando a criança precisa saber exatamente como soltá-la.

Quanto menos decisões precisarem ser improvisadas sob pressão, melhor.


Não existe uma frase mágica

É importante não transformar orientações de segurança em promessas.

Não existe frase que garanta que um criminoso ficará calmo. Não existe movimento que elimine completamente o risco. E não existe protocolo capaz de prever todas as possíveis reações durante um crime.

O que você consegue fazer é reduzir algumas variáveis que estão sob seu controle.

Evitar movimentos inesperados.

Comunicar sua intenção.

Não disputar patrimônio.

Conhecer o equipamento usado pela criança.

E colocar a vida dela acima de qualquer objeto dentro do veículo.


A prioridade precisa estar definida antes da emergência

Em uma situação de crise, o cérebro não funciona da mesma forma que durante uma conversa tranquila.

Por isso, a melhor hora para decidir suas prioridades é agora.

Treine a cadeirinha. Converse com quem transporta seu filho. Saiba como retirar a criança sem precisar entender o mecanismo do zero.

E grave uma regra simples:

a criança vem primeiro. O patrimônio fica para trás.


Conclusão

Você não consegue controlar como uma pessoa que está cometendo um crime vai reagir.

O que você pode fazer é diminuir movimentos inesperados, comunicar suas ações e evitar transformar patrimônio em motivo para confronto.

A preparação também começa muito antes de qualquer emergência. Conhecer a cadeirinha, ensinar outros responsáveis a utilizá-la e estabelecer prioridades dentro da família reduz a quantidade de decisões que precisarão ser tomadas sob pressão.

Preparação não elimina o risco. Mas ajuda você a chegar a uma situação crítica com menos




coisas para improvisar e com a prioridade mais importante já definida: proteger a criança.